
O cenário da gestão de resíduos e da reciclagem no Brasil passa por uma transformação sem precedentes à medida que avançamos para 2026.
A combinação de novas exigências legais, como a proibição da importação de resíduos sólidos sancionada em 2025, e a pressão econômica por eficiência energética criou uma “tempestade perfeita” para a modernização do setor. Já não basta apenas coletar e triar; é preciso processar com inteligência, velocidade e baixo custo operacional.
Para gestores e operadores que buscam liderança neste mercado, entender as tecnologias que substituirão os métodos arcaicos é vital. A era da triagem puramente manual ou baseada em equipamentos mecânicos ineficientes, como os antigos trommels, está dando lugar à automação de alta performance.
Neste artigo, exploramos como a inovação em peneiramento dinâmico, separação por densidade e sistemas móveis está redefinindo a produtividade nacional.
Por décadas, a tecnologia padrão para a classificação de resíduos por tamanho foi a peneira rotativa, conhecida como trommel. No entanto, as operações brasileiras enfrentam um desafio específico: o resíduo tropical é úmido, heterogêneo e rico em materiais orgânicos e plásticos flexíveis.
Nesse contexto, os trommels apresentam falhas críticas, como o “blinding” (entupimento dos furos pela umidade) e o enrolamento de fitas e tecidos na estrutura, o que exige paradas constantes para limpeza e derruba a produtividade.
A tendência para 2026 é a migração massiva para o Peneiramento Dinâmico de Discos. Soluções como a Peneira Robust da Recimac atacam diretamente esses problemas.
Diferente do tombamento passivo do tambor, a tecnologia de discos poligonais agita o material vigorosamente. Esse movimento não apenas separa as frações granulométricas, mas também previne que materiais úmidos grudem.
Além disso, a eficiência energética tornou-se um KPI (indicador-chave de desempenho) obrigatório. Enquanto um trommel exige grandes motores para girar toneladas de aço estrutural, a Peneira Dinâmica de Discos move apenas os eixos e o material.
Dados operacionais indicam que é possível processar 40 toneladas por hora de RSU fragmentado consumindo apenas cerca de 15 kW, uma economia energética que pode chegar a 55% em comparação aos sistemas rotativos tradicionais.
Para a reciclagem no Brasil, onde o custo da energia elétrica impacta severamente o OPEX industrial, essa troca tecnológica não é apenas uma melhoria, é uma questão de sobrevivência financeira.
Com a inauguração prevista de usinas Waste-to-Energy (WtE) no país, como a planta de Barueri, a demanda por Combustível Derivado de Resíduos (CDR) de alta qualidade disparou.
Para transformar lixo em energia ou combustível para fornos de cimento, é crucial remover contaminantes pesados (como vidros, pedras e metais) e garantir um poder calorífico homogêneo.
Aqui entra a tecnologia de separação aeráulica. O sistema Windshifter AIR da Recimac exemplifica essa tendência de refino. Operando através de um fluxo de ar controlado, ele segrega o material em duas frações: leves (plásticos, papéis, biomassa seca) e pesados (inertes e metais).
O diferencial técnico para 2026 está na precisão. O Windshifter AIR utiliza quatro elementos fundamentais: uma esteira aceleradora que dispersa o material, bicos de ar ajustáveis, um rolo separador mecânico e uma câmara de expansão com circuito fechado de ar.
Esse conjunto permite limpar a reciclagem de resíduos de forma cirúrgica. Em linhas de RSU, ele remove os inertes que destruiriam os trituradores secundários. Na reciclagem de sucata (fragmentação de automóveis ou ASR), ele é essencial para separar os plásticos e espumas (fluff) dos metais, permitindo a recuperação posterior de cobre e alumínio com muito mais pureza.
Uma das tendências mais fortes para 2026 é a especialização da aplicação tecnológica. O mercado amadureceu e entendeu que “uma máquina não serve para tudo”. Existe uma distinção clara entre operações de fluxo contínuo industrial e operações que exigem flexibilidade geográfica.
Quando falamos de reciclagem no Brasil voltada para RSU (Resíduos Sólidos Urbanos) e grandes pátios de Sucata Metálica, a solução predominante são as linhas de produção fixas.
Nestes cenários, a constância é rei. As Peneiras Robust (discos de aço) e os Windshifters são integrados em plantas estacionárias, operando 24 horas por dia para alimentar cadeias de reciclagem ou produção de CDR. A robustez do aço é mandatória para suportar a abrasividade de metais e concretos misturados ao lixo urbano.
Por outro lado, setores como Mineração, Compostagem e Biomassa exigem que o equipamento vá até o material, e não o contrário. Transportar toneladas de biomassa de baixa densidade ou pilhas de minério bruto por longas distâncias é economicamente inviável. Para resolver isso, ganham força os sistemas móveis autônomos, como o Versatile da Recimac.
O sistema Versatile é montado sobre uma carreta rebocável e, crucialmente, possui um grupo gerador a bordo. Isso confere autonomia total. Em uma mineração remota ou em um grande pátio de compostagem onde as leiras mudam de lugar, o operador reboca a unidade, liga o gerador e inicia o processamento imediatamente, sem depender de infraestrutura elétrica local.
Essa mobilidade tática é o grande diferencial para operações descentralizadas.
Enquanto os discos de aço dominam o RSU e a sucata, a biomassa e a compostagem exigem uma abordagem mais delicada e flexível. A tendência de valorização dos resíduos orgânicos trouxe à tona a necessidade de tecnologias que lidem com alta umidade sem travar.
A resposta tecnológica para 2026 é a Peneira Robust Star, que utiliza estrelas de borracha ou polímero. Essa flexibilidade da borracha permite que o sistema se “autolimpe” a cada rotação. Se uma pedra ou pedaço de madeira mais duro passa, a estrela cede e retorna, evitando travamentos mecânicos que seriam fatais em sistemas rígidos.
Na preparação de biomassa para caldeiras, a remoção de terra e areia (sílica) é fundamental para evitar a vitrificação e danos aos fornos.
O peneiramento dinâmico com estrelas consegue reduzir o teor de areia para níveis abaixo de 3% (dentro da tolerância das caldeiras modernas), algo impossível de atingir com peneiras estáticas ou trommels entupidos. Isso eleva o poder calorífico e reduz drasticamente a manutenção das caldeiras industriais.
O ano de 2026 consolida o Brasil como um mercado que não aceita mais ineficiência. A pressão por resultados financeiros e ambientais exige equipamentos que entreguem mais produtividade por metro quadrado e por quilowatt consumido.
A Recimac se posiciona na vanguarda dessa transição. Isso garante acesso a tecnologias de ponta, como os discos poligonais anti-travamento e a separação aeráulica de precisão, com a facilidade de financiamento via Finame BNDES e suporte técnico local.
Seja na linha fixa de triagem de RSU, limpando sucata com ar ou peneirando minério em uma planta móvel autônoma, a inovação é o único caminho para a rentabilidade. A reciclagem no Brasil deixou de ser uma atividade de gestão de lixo para se tornar uma indústria de produção de matérias-primas e energia.Quer saber como aplicar essas inovações na sua operação hoje mesmo? Siga a Recimac no Instagram e acompanhe nossas soluções em ação.