Mineração no Rio Grande do Norte: como o peneiramento certo acelera novos investimentos

Mineração no Rio Grande do Norte: como o peneiramento certo acelera novos investimentos

A indústria extrativa vive um momento de transformação histórica no Nordeste brasileiro. Impulsionada por novos projetos de capital intensivo e pela retomada de operações tradicionais, a mineração no Rio Grande do Norte deixou de ser uma promessa para se tornar um motor econômico consolidado, movimentando cifras bilionárias e atraindo o olhar de investidores globais. 

No entanto, para aproveitar essa onda de crescimento, as operadoras locais enfrentam um desafio técnico decisivo: a modernização das plantas de beneficiamento para lidar com minérios cada vez mais complexos e exigências de produtividade mais rigorosas.

Neste cenário, a escolha da tecnologia de classificação granulométrica deixa de ser apenas um detalhe operacional e passa a ser estratégica. Equipamentos obsoletos, como peneiras estáticas ou trommels convencionais, tornaram-se gargalos que freiam o potencial produtivo. 

É aqui que as soluções de peneiramento dinâmico da Recimac, com tecnologias de discos e estrelas, se posicionam como aceleradores de resultados, garantindo eficiência energética e continuidade operacional mesmo em condições adversas de umidade.

O cenário de expansão da mineração no Rio Grande do Norte

Os dados mais recentes, debatidos durante o 5º Fórum Estadual Mineral realizado em novembro de 2024, confirmam o vigor do setor. Segundo levantamento da Secretaria de Desenvolvimento Econômico do Estado (Sedec), a cadeia produtiva da mineração movimentou mais de R$ 3 bilhões entre os anos de 2013 e 2023. 

Esse montante reflete um crescimento acumulado de 222,93% na última década, um índice muito superior à média industrial nacional.

Esse salto quantitativo é sustentado pela chegada de “novos players” e pela diversificação do portfólio mineral do estado. Não estamos falando apenas da tradicional extração de scheelita ou rochas ornamentais. 

O horizonte agora inclui projetos de grande porte, como o da Aura Minerals em Currais Novos. A empresa canadense está investindo cerca de US$ 188 milhões (aproximadamente R$ 1 bilhão) no Projeto Borborema para a exploração de ouro, com a meta de entregar 30 mil onças do metal precioso até o final de 2025 e exportar toda a produção para a Europa.

Outro gigante que movimenta a mineração no Rio Grande do Norte é a Fomento do Brasil. Com um projeto de minério de ferro estimado em R$ 2,5 bilhões ao longo de 16 anos, a empresa aguarda licenciamentos para destravar uma operação que promete transformar a logística e a economia da região Oeste potiguar. 

Somado a isso, mineradoras históricas como a Tomaz Salustino (Mina Brejuí) investem na recuperação de rejeitos acumulados por 80 anos, buscando novas rotas tecnológicas para extrair scheelita remanescente de pilhas antigas.

Superando gargalos com o peneiramento de minérios avançado

Com investimentos dessa magnitude, a margem para ineficiência operacional desaparece. Um dos maiores obstáculos técnicos enfrentados na região é o comportamento do minério frente à umidade sazonal e à presença de argilas naturais. 

Embora o estado seja semiárido, o regime de chuvas concentrado e a lavra abaixo do lençol freático frequentemente geram um material de alimentação pegajoso.

Em plantas equipadas com peneiras vibratórias convencionais de telas metálicas, a umidade causa o fenômeno da colmatação (o entupimento das malhas). Isso força paradas não programadas para limpeza, derruba a produção horária e contamina o produto final com finos indesejados. 

Para projetos como o da Aura Minerals ou operações de ferro que precisam manter altas taxas de alimentação (t/h) constantes, essa intermitência é inaceitável.

A modernização passa, obrigatoriamente, pela adoção de tecnologias de peneiramento de minérios que sejam imunes a esse problema. É preciso substituir a gravidade passiva pela agitação dinâmica, garantindo que o material seja classificado com precisão independentemente das condições climáticas.

Peneira Dinâmica de Discos (Linha Robust)

Para operações que lidam com materiais brutos e necessitam de robustez, a Peneira Dinâmica de Discos é a solução ideal. O segredo está no formato do Disco Poligonal exclusivo da Recimac. Ao girar, esses discos não apenas transportam o minério, mas geram uma agitação vertical (“o pulo” do material) que quebra torrões e libera os finos.

Além da eficiência mecânica, há um ganho energético expressivo. Enquanto um Trommel tradicional pode consumir até 30 kW/h para processar 40 toneladas, a Peneira de Discos Recimac realiza o mesmo trabalho consumindo apenas cerca de 15 kW/h. 

Em uma operação de 24 horas, essa economia de 50% na conta de energia impacta diretamente o OPEX da mina. Outra vantagem é o footprint: o equipamento ocupa metade do espaço de um tambor rotativo, facilitando o retrofit em plantas antigas onde a área física é limitada.

Leia mais: Peneira dinâmica de discos: como funciona este equipamento?

Peneira de Estrelas de Borracha (Linha Robust Star)

Quando o desafio é a alta umidade e a presença de argila, a Peneira de Estrelas (Robust Star) é a tecnologia definitiva. As estrelas são fabricadas em compostos de borracha flexível. Durante a rotação, elas sofrem microdeformações que impedem fisicamente a aderência do material.

Esse sistema autolimpante permite o processamento de minério de ferro com umidade natural a taxas impressionantes de até 1.000 t/h, sem entupimentos. Para a mineração no Rio Grande do Norte, isso significa a capacidade de operar durante o “inverno” local com a mesma produtividade da estação seca, garantindo o cumprimento de contratos de exportação o ano todo.

Leia também: Como peneirar minério a umidade natural com alta umidade sem cegamento?

Mobilidade: acelerando o “Time-to-Market”

No contexto dos novos investimentos bilionários, o tempo é dinheiro. A construção de plantas fixas de concreto pode levar anos entre licenciamento e obra civil. Para mineradoras que precisam gerar caixa rápido (early cash flow) ou testar a viabilidade de novas frentes de lavra, a Recimac oferece a linha Versatile.

Trata-se de sistemas móveis sobre rodas ou esteiras, que integram as peneiras de discos ou estrelas a um chassi robusto com grupo gerador próprio. Essa autonomia energética é crucial em áreas remotas do Seridó ou do Oeste potiguar, onde a rede elétrica industrial pode demorar a chegar.

Com um sistema móvel Recimac, a mineradora pode:

  1. Iniciar a produção de agregados para a construção da própria usina em semanas, não anos.
  2. Processar pilhas de rejeito dispersas, como no caso da scheelita, levando a máquina até o material e evitando custos de transporte interno.
  3. Ajustar o layout da planta dinamicamente conforme a frente de lavra avança.

O futuro é eficiente e sustentável

A evolução da mineração no Rio Grande do Norte exige parceiros tecnológicos que entendam as especificidades geológicas e climáticas da região. Os dados da Sedec mostram que o setor já emprega mais de 10 mil pessoas e multiplicou seu faturamento na última década, mas o próximo salto de crescimento virá da eficiência.

Seja recuperando scheelita fina de passivos ambientais, garantindo a granulometria correta para a lixiviação de ouro ou mantendo a produção de ferro no período chuvoso, o peneiramento de minérios é a etapa que define a qualidade e a velocidade do processo. A Recimac orgulha-se de fornecer a engenharia que permite às mineradoras potiguares transformarem seus recursos minerais em riqueza com menor custo energético e máxima disponibilidade física.

A sua operação está pronta para o novo ciclo de investimentos do Nordeste? Não deixe que equipamentos ultrapassados limitem o potencial. Conheça as nossas soluções em minério!

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